O ano de 2026 deverá ser marcado por uma inflação mais baixa, estimada em 2,1%, e por um novo alívio no IRS, mas as famílias vão enfrentar aumentos generalizados em vários bens e serviços essenciais. Rendas, portagens, transportes, telecomunicações e alguns bens alimentares irão acompanhar ou mesmo ultrapassar a inflação prevista.
As rendas das casas poderão ser atualizadas em 2,24%, enquanto as portagens sobem 2,29%, embora estejam previstas novas isenções em algumas autoestradas a partir de abril. Nos transportes, os bilhetes da CP aumentam em média 2,26% e há subidas nos títulos ocasionais da Carris e do Andante, apesar de os passes metropolitanos se manterem inalterados.
Na energia, a eletricidade no mercado regulado sobe cerca de 1%, enquanto no mercado liberalizado alguns operadores anunciam ligeiras descidas. A água deverá encarecer na maioria dos municípios e o gás natural mantém o aumento já aplicado. As telecomunicações terão atualizações de preços alinhadas com a inflação.
Nos bens de consumo, carne e peixe deverão aumentar cerca de 7%, enquanto o pão terá apenas uma subida ligeira. Em sentido contrário, os medicamentos até 30 euros não sofrem aumentos. Também regressam algumas comissões bancárias associadas ao crédito à habitação, num ano em que o custo de vida continuará a pressionar os orçamentos familiares.
Já o salário mínimo irá também aumentar para os 920 euros.
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