23
fevereiro
2021
PLANO DE RECUPERAÇÃO E RESILIÊNCIA PARA PORTUGAL NÃO PODE “ACENTUAR ASSIMETRIAS REGIONAIS”, DIZ A CMV

Câmara de Viseu alerta que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “não pode acentuar as assimetrias regionais e a concentração da riqueza nas regiões mais desenvolvidas”.

Num documento de cinco páginas, a enviar ao primeiro-ministro, à Associação Nacional de Municípios Portugueses e à Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, a autarquia defende que “o reforço da coesão social só será efetivo se for acompanhado da redução da disparidade de rendimentos entre territórios, estimulando a coesão territorial e valorizando a sua competitividade”, pode ler-se.

Assim, questiona a autarquia viseense as razões que justificam investimentos como “a expansão das redes de metro de Lisboa e Porto, do Metro Ligeiro de Superfície Odivelas – Loures, do equipamento para os hospitais do Seixal, Sintra e Lisboa ou as operações integradas em comunidades desfavorecidas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto”.

A Câmara de Viseu reconhece que são “investimentos necessários”, mas a concentração nas áreas urbanas de Lisboa e Porto vai “acentuar as assimetrias regionais”.

No documento, e para a região, a Câmara de Viseu defende, entre outros investimentos, que o PRR deve contribuir para resolver os “graves problemas de escassez de água para abastecimento público”, lembrando a necessidade de uma nova barragem em Fagilde, e deve ainda considerar o investimento na ferrovia “para uma mobilidade sustentável”.

Na economia, a autarquia de Viseu defende que o PRR deve contemplar novos instrumentos de apoio “para o retomar da atividade, para o reequilíbrio das empresas e para a manutenção e criação de emprego”.

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