Foto: Sara Matos / Ministério Ambiente
2026
Os municípios abrangidos no projeto de construção da barragem de Girabolhos, entre os quais Mangualde e Nelas, do distrito de Viseu, querem contrapartidas ambientais e estruturais.
O empreendimento, que deverá estar concluído até 2038, abrange ainda os concelhos de Gouveia, Seia e Fornos de Algodres, e no dia em que foi lançado o concurso público para a construção da barragem, os municípios lançaram alguns alertas. Mangualde defende que o abastecimento de água às populações deve ser salvaguardado antes da adjudicação da obra, propondo a criação de uma comissão de acompanhamento, enquanto o presidente da Câmara de Nelas, Joaquim Amaral, considerou essencial a atualização do estudo de impacte ambiental.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, garantiu que as compensações serão definidas por uma comissão de acompanhamento, envolvendo autarquias, a Agência Portuguesa do Ambiente e representantes da região.
Segundo o procedimento já publicado em Diário da República, a Atribuição de Concessão de Captação de Água, para Produção de Energia Hidroelétrica e Conceção, Construção, Exploração e Conservação de Obra Pública da Respetiva Infraestrutura Hidráulica do Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos de Girabolhos tem um prazo de 65 anos.
A futura barragem terá uma potência mínima de 40 MW e uma cota de NPA (Nível Pleno de Armazenamento) de 300 metros.
O prazo de execução previsto aponta para conclusão em 2038, mas a Ministra manifestou esperança em que possa estar concluída até 2034.
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