Foto: GNR
2026
A Guarda Nacional Republicana (GNR) propõe a reorganização da Unidade Nacional de Trânsito nos moldes da antiga Brigada de Trânsito, extinta em 2009, como resposta ao preocupante aumento da sinistralidade rodoviária em Portugal.
Os números são alarmantes: até 13 de abril, registaram-se 145 vítimas mortais nas estradas portuguesas, mais 42 do que em igual período do ano passado, o que representa um aumento de 22% no primeiro trimestre. Portugal ocupa atualmente o sexto pior lugar da União Europeia em taxa de mortalidade rodoviária, com 58 mortos por milhão de habitantes.
A GNR admite que a extinção da Brigada de Trânsito gerou constrangimentos que foram, à época, antecipados pelo próprio Comando da Guarda, que se opôs à medida. A dispersão do comando técnico e a limitação da resposta operacional por fronteiras administrativas são apontadas como as principais fragilidades do modelo atual.
O novo modelo prevê a integração dos 23 Destacamentos de Trânsito existentes em todos os distritos do país sob um comando técnico e operacional nacional único, a criação de Grupos de Trânsito como nível intermédio de coordenação e a manutenção da proximidade territorial.
A implementação será faseada e progressiva.
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