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2026
A concelhia de Viseu do PSD acusa a Câmara Municipal de Viseu de querer criar uma “megaestrutura administrativa”, alertando para um aumento significativo dos custos associados a cargos dirigentes.
A crítica surge após a aprovação, pela maioria socialista, de uma proposta de reorganização das estruturas da autarquia e dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).
Segundo o PSD, a proposta prevê um aumento expressivo do número de direções e divisões municipais, bem como novos cargos de chefia nos SMAS, sem que tenham sido apresentados estudos que comprovem ganhos de eficiência ou melhorias no serviço prestado aos cidadãos. Os sociais-democratas defendiam o adiamento da decisão para uma avaliação mais aprofundada dos seus impactos.
Já o presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, considera que a reestruturação é necessária para responder às novas competências assumidas pelo município e à crescente complexidade da gestão autárquica. O autarca sublinha que a medida representa apenas 0,5% do orçamento municipal e permitirá reforçar a capacidade de planeamento, execução de fundos comunitários e coordenação dos serviços.
A vereadora Marta Rodrigues explicou que serão criados 15 novos lugares de chefia para áreas como cultura, desporto, saúde e educação, garantindo que não haverá contratação massiva de dirigentes, mas antes uma valorização dos recursos humanos já existentes. Atualmente, a Câmara de Viseu e os SMAS gerem um orçamento superior a 150 milhões de euros e contam com cerca de 1.500 trabalhadores.
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