Foto: ED
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A empresa portuguesa UAVision vai investir até cinco milhões de euros, nos próximos três anos, na instalação de capacidade industrial no Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato, em Viseu. O projeto prevê a construção de um hangar, produção, testagem e formação na área dos sistemas aéreos não tripulados.
O Município de Viseu e a empresa assinaram um protocolo que prevê a cedência de cerca de dois mil metros quadrados para as novas instalações. No primeiro ano, o investimento poderá chegar aos dois milhões de euros.
A UAVision pretende desenvolver em Viseu parte de um projeto de HAPS, um sistema não tripulado de alta altitude, descrito pela empresa como uma espécie de pseudo-satélite. O projeto global representa um investimento estimado em 10 milhões de euros, sendo que a componente a instalar em Viseu será desenvolvida de forma faseada.
Segundo o administrador e fundador Nuno Simões, a intenção é produzir e testar parte destas aeronaves no Aeródromo. A pista é, aliás, uma das razões apontadas para a escolha de Viseu, por permitir aproximar o desenvolvimento dos testes.
A instalação deverá começar com 10 a 20 trabalhadores, com aposta na formação e contratação de pessoas locais. A empresa pretende produzir em Viseu parte dos sistemas e componentes das aeronaves, envolvendo áreas como eletrónica, metalomecânica e materiais compósitos.
“É muito importante, porque é feito todo o desenvolvimento e pode ser testado logo”, explicou Nuno Simões.
A UAVision alcançou recentemente o quarto lugar entre 146 participantes no Sentinel Strike, estando entre os cinco finalistas da iniciativa europeia de inovação na área da defesa.
O presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, considera que a instalação vai reforçar a capacidade tecnológica e económica do concelho e criar emprego qualificado, destacando que “estamos na vanguarda do que queremos para Viseu e também para o país”.
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