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O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu hoje que serão necessárias “várias semanas” para reparar o troço da Autoestrada 1 (A1), em Coimbra, que desabou após o rompimento de um dique nos Casais.
Durante uma visita ao local, o governante destacou “a velocidade e a violência das águas”, classificando o fenómeno como “uma situação absolutamente anormal”. Segundo a Brisa Concessão Rodoviária (BCR), o colapso foi provocado por um débito excecional superior a 2.100 metros cúbicos de água por segundo, que causou a escavação do aterro junto ao viaduto C do Mondego.
Como medida imediata, estão a ser utilizados blocos de rocha compactados (enrocamento) para reforço da zona afetada. Pinto Luz explicou que esta é “a única intervenção possível enquanto as águas não descerem”, alertando ainda que a fissura no sentido norte-sul “pode alastrar”.
O ministro garantiu que “todos os meios estão mobilizados” para repor a circulação na principal autoestrada do país.
A Brisa recomenda aos automobilistas a utilização de alternativas, nomeadamente o corredor A8/A17/A25 ou o IC2.
As depressões Kristin, Leonardo e Marta provocaram 16 mortos em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados. O Governo prolongou a situação de calamidade em 68 concelhos até dia 15 e anunciou apoios até 2,5 mil milhões de euros.
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